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quarta-feira, 18 de abril de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

SHINTAI - 進退

REI-HO - 礼法

ZA-REI  -  座礼



RITSU-REI  -  立礼

SHISEI - 姿勢

KUMIKATA - 組み方

TAI-SABAKI - 体さばき

MAE-UKEMI - 前受身

MAE-MAWARI-UKEMI - 前回り受身

YOKO-UKEMI - 横受身

USHIRO-UKEMI - 後受身

domingo, 13 de março de 2011

UKEMI (受身)







Ushiro-ukemi (後ろ受身) ou Kôhô-ukemi (後方受身)






Animação:
http://www2.homemate.co.jp/05/machiuke/flash/judo/swf/judo_ukemi_01_l.swf?uid=NULLGWDOCOMO


Yoko-ukemi (横受身) ou Sokuhô-ukemi (側方受身)






Animação:
http://www2.homemate.co.jp/05/machiuke/flash/judo/swf/judo_ukemi_02_l.swf?uid=NULLGWDOCOMO


Mae-mawari-ukemi (前回受身) ou Zenpo-kaiten-ukemi (前方回転受身)






Animação:
http://www2.homemate.co.jp/05/machiuke/flash/judo/swf/judo_ukemi_04_l.swf?uid=NULLGWDOCOMO


Mae-ukemi (前受身) ou Zenpo-ukemi (前方受身)






Animação:
http://www2.homemate.co.jp/05/machiuke/flash/judo/swf/judo_ukemi_03_l.swf?uid=NULLGWDOCOMO

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ukemi (quedas)

                Antes de praticar as técnicas de arremesso ou entrar em um randori, é importante dominar bem o ukemi, que é a técnica de cair com segurança. Existem quatro formas de ukemi: para trás, para um dos lados, para frente e rolando para a frente.


                A coisa mais importante que você deve lembrar é: ao cair, bata com força no tatame com um dos braços ou ambos, curve as costas e encolha o queixo em direção ao peito, de modo que sua cabeça não bata no tatame. Comece de uma posição baixa e com quedas lentas, e exercite gradualmente até conseguir cair a partir da posição em pé; por fim pratique o ukemi quando estiver em movimento ou quando for arremessado.


                Depois que você dominar a queda para frente a partir da posição de joelhos, pratique-a a partir da posição agachada e depois da posição em pé. Pratique também a queda para os cantos frontais direito e esquerdo.


Rolamento para frente
                A queda para frente vai protegê-lo em algumas situações, mas se você cair do alto ou for jogado para frente com força, precisa saber rolar para evitar ferimentos. Primeiro, pratique o rolamento a partir da posição agachada; depois da posição em pé. Quando você já estiver rolando com suavidade, sem machucar os ombros ou bater com as costas, comece a rolar a partir de uma corrida. Finalmente, pratique saltar sobre obstáculos. Alterne rolamentos para a direita e para a esquerda.  
        


* texto extraído do livro Judô Kodokan – Jigoro Kano – Ed. Cultrix

                Ao tentar derrubar alguém, lembre-se de que você próprio pode ser derrubado. Todo principiante de judô deve estar consciente disso desde o princípio, e não deve ter medo de ser derrubado, sabendo controlar o corpo numa queda. Os métodos usados em judô para aparar a queda são conhecidos pelo nome de “ukemi”. Existem algumas boas razões para se praticar os métodos de queda: se a pessoa é bem treinada, terá mais resistência ao se ferir numa queda; e o fato de saber cair tem muita relação com o progresso que se alcança nas técnicas de judô. Uma vez apto a cair sem o mínimo receio, a atitude perante a aplicação dos golpes se torna também mais positiva. Quando se é capaz de cair sete vezes e levantar-se oito, alcança-se grande progresso.


                Nosso método de treino parte do simples para o complexo. Inicialmente praticamos a queda de uma posição baixa e gradualmente vamos para uma alta. Primeiro caímos no mesmo lugar e depois mudamos de lugar, até cairmos durante o movimento. A princípio, o movimento é lento, e pouco a pouco vai aumentando a velocidade.

*  Texto extraído do livro O Judô em Ação – Nage-waza – Kazuzo Kudo 9º Dan
Shintai (deslocamentos)

               
           O movimento para frente, para trás e para os lados chama-se shintai.
          Quando nos movemos em qualquer direção, os pés deslizam pelo tatame com a maior parte do peso sobre o pé da frente, ou sobre o pé que se move primeiro. O estilo natural de caminhar chama-se ayumi-ashi. Quando o oponente está perto, a forma mais comum de movimento é conhecida como tsugi-ashi. No tsugi-ashi, quer você se mova para frente, para trás, de lado ou em diagonal, um pé sempre lidera e o outro segue. Após cada passo, você deve assumir novamente uma das posturas básicas. Os passos não devem ser muito largos e os pés nunca devem ficar juntos.



* texto extraído do livro Judô Kodokan – Jigoro Kano – Ed. Cultrix
Tsukuri e Kake (preparação e finalização)



               
        Para fazer um arremesso (kake) após desequilibrar seu oponente, você deve mover seu corpo, colocando-se em posição para o arremesso. Isso se chama tsukuri. Se seu oponente for mais fraco, mesmo sem um bom tsukuri você consegue arremessá-lo, mas pode causar-lhe ferimentos. Porém, com um bom tsukuri, você será capaz de arremessar oponentes mais fortes. Portanto, é mais importante que os principiantes aprendam a técnica do tsukuri, para depois melhorarem o kake. Também é necessário aprender como se manter em prontidão contra o ataque.

* texto extraído do livro Judô Kodokan – Jigoro Kano – Ed. Cultrix

Damos o nome de “quebramento de postura” (kuzushi) à ação de deixar o oponente numa postura em que se torna fácil arremessá-lo ou derrubá-lo. Outras vezes, chamamos a isso de “construção de postura” (tsukuri). Em japonês, usamos a palavra “tsukuri” para designar os movimentos preparatórios de uma técnica. Jigoro Kano, fundador do JUDÔ, estudando nas escolas Tenshin-shinyo e Kitô de Jujutsu, desenvolveu a regra vital de “kuzushi”. Essa regra explica que desequilibrando ou quebrando a postura do oponente, pode-se derrubá-lo com o mínimo de esforço. Desde 1532 (era Tenmon) nenhuma escola de jujutsu fora capaz de desenvolver essa regra. Por ter conseguido isso, e mais, por reunir sob esse princípio uma série de técnicas, Jigoro Kano é reconhecido indubitavelmente como a maior figura do judô.

*  Texto extraído do livro O Judô em Ação – Nage-waza – Kazuzo Kudo 9º Dan
Kuzushi (desequilíbrio)


               
Usar a força do modo mais eficiente é fundamental para tirar o equilíbrio do oponente. De acordo com o princípio da dinâmica, ele fica vulnerável e pode ser derrubado com um mínimo de esforço. O ato de desequilibrar o oponente se chama kuzushi. Tendo como referência a postura natural básica, o kuzushi tem oito formas.
           A base do kuzushi consiste em empurrar e puxar, movimentos que são feitos não só com os braços, mas com o corpo todo. Em geral esses movimentos envolvem mais coisas além de puxar e empurrar. Por exemplo, você também pode puxar e soltar, empurrar e soltar, ou empurrar e depois puxar, ou puxar e depois empurrar. O kuzushi pode ser feito tanto em linhas curvas como em retas e em todas as direções. É indispensável você aprender todas as oito formas básicas e usá-las em combinações a fim de efetuar as técnicas fundamentais do judô.
           Para evitar que seu oponente o desequilibre, você deve ceder e depois aplicar seu próprio kuzushi. Quando for empurrado, deixe-se levar pela força do empurrão, mas mantendo seu equilíbrio, e depois puxe. Isso fará com que seu oponente perca o equilíbrio. E quando for puxado, empurre.


* texto extraído do livro Judô Kodokan – Jigoro Kano – Ed. Cultrix

sábado, 5 de março de 2011

Tai-sabaki (esquivas)

Tai-sabaki é como se chama o controle do corpo. Ele envolve principalmente os movimentos giratórios, que devem ser fluidos e rápidos. O corpo deve se mover com leveza e você precisa manter o equilíbrio o tempo todo. Dominar o tai-sabaki é indispensável para executarmos de maneira eficiente as técnicas de arremesso.



*  Texto extraído do livro JUDÔ KODOKAN – Jigoro Kano –Ed. Cultrix

O grande mestre Kyuzo Mifune (10º dan) declarou muitas vezes: “ o tai-sabaki é a primeira e a última etapa do judô”.
               Este mestre extraordinário que alargou o próprio conceito do tai-sabaki, considera esta arte como a própria essência do judô e de toda a ação humana. Tai-sabaki significa “esquiva do corpo, movimento giratório do corpo, defesa do corpo girando”.
1.       Teoria.         Para compreender facilmente o ABC do tai-sabaki, consideremos o corpo plano como um eixo (linha dos ombros) podendo rodar sobre o seu centro de gravidade. Se um adversário empurra uma das extremidades dos ombros, o corpo rodará no seu centro. Reagirá da mesma forma se puxar uma das extremidades. Para poder perturbar o equilíbrio do corpo e alterar a posição, é preciso aplicar o empurrão ou a tração no centro do corpo. O centro, o eixo de rotação, torna-se assim o ponto vulnerável. Ora é perfeitamente possível deslocar este ponto e trazê-lo, por exemplo, para as extremidades. Neste caso, o corpo roda em volta do eixo passando pelo ombro e quadril esquerdo, por exemplo, e confiando no pé esquerdo. É o que se passa no judô quando duma projeção. Em virtude do princípio do braço de alavanca o maior possível, estas técnicas, utilizam a extremidade do corpo como eixo. É assim que, numa projeção como Ippon-seoi-nage, Tori roda sobre o pé direito em volta do eixo do ombro e quadril direito, lançando para trás e para a esquerda a outra extremidade do corpo, isto é, ombro, quadril e perna esquerda. Este movimento rotativo possante transmite a energia ao braço esquerdo que puxa Uke em volta do eixo rotativo. Quando o pé esquerdo está pousado no solo, a energia cinética é transmitida ao ombro direito e em parte ao quadril direito, que se desloca então sobre o novo eixo do ombro e quadril esquerdo.

Esta longa explicação permite-nos constatar que, se a projeção foi efetuada com o centro do corpo como eixo de rotação durante todo o movimento, Tori só terá obtido metade da eficácia para um mesmo dispêndio de energia. Com efeito, o eixo encontrando-se no meio das duas extremidades, o braço da alavanca é duas vezes menor que se ele estivesse colocado numa das extremidades.
Vemos, assim, que o tai-sabaki não é mais que uma técnica de esquiva. Ele permite tornar vãos todos os ataques de um adversário, mas o seu emprego inteligente presta grande serviços no ataque.
2.       Prática.        Para assimilar rapidamente a base de tai-sabaki, é preciso exercitar-se sucessivamente em três formas graduais.
A primeira, a mais simples, consiste em partir da posição shizen-hon-tai (os dois pés sobre a mesma linha) e de rodar sobre o pé esquerdo voltando todo o corpo para a direita e recuando largamente o pé direito em semicírculo. É um tai-sabaki elementar à direita, muito corrente na defesa. Para esquivar à esquerda, trata-se muito simplesmente de inverter o modo operatório. Mas esta maneira de se deslocar não utiliza todas as possibilidades do corpo.

Uma segunda maneira, mais eficiente, consiste em avançar o pé esquerdo em semicírculo diante do pé direito, tudo voltando o corpo para a direita e rodando sobre o pé direito. Este recua geralmente um pouco no fim do movimento, a fim de acentuar a rotação do corpo.
É o que nos encanta no tai-sabaki completo, que consiste em fintar um pequeno passo de chamada do pé direito para a direita e lançar largamente o pé esquerdo num grande passo em direção da frente esquerda. No mesmo instante, o corpo volta-se para a direita e o pé direito é reconduzido para trás em direção do lugar onde se encontrava o pé esquerdo.
 

O estudo destes deslocamentos deve ser repetido sem parceiro até à obtenção do automatismo correto do movimento. É preciso, depois, aplicar progressivamente cada técnica a estes casos precisos.
O judoka deve-se esforçar por aplicar o tai-sabaki, em deslocamentos para todos os ataques e todas as defesas. Evitarão os passos demasiado largos, os deslocamentos intempestivos do seu centro de gravidade, os gestos bruscos. O seu espírito estará vigilante, de forma a nunca estar flagrante defeito de “mau emprego do seu corpo” e a utilizar prontamente todo o deslocamento inexato do adversário. Este treino é muito difícil, mas rico em ensinamentos, pois toda a ciência do melhor emprego de energia se revela na prática do tai-sabaki.
Trata-se, com efeito, de furtar a todo o momento o seu corpo à influência do adversário e de dominar sem cessar o dele para lhe descobrir a mínima falha de posição. Para tal conseguir, é imperioso refrear a tendência natural para recorrer à força. A rapidez de deslocamento do corpo inteiro e, em particular do seu centro de gravidade, é mais importante que a energia empregada pelos braços. A prontidão com a qual se descobre a abertura de um ataque é mais eficiente que a força dos músculos. Pois uma vez estes preciosos pontos adquiridos, a energia necessária para dominar o adversário será bem menor. O treino na descontração, a calma de espírito, a sinceridade e o ardor no combate, levarão o aluno sério a este objetivo que é um dos principais do judô.

*  Texto extraído do livro O Judo  – Luís Robert – Editorial Notícias